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Nunca pensei que uma tempestade pudesse mudar tanto uma tarde comum.
Eu sou Mariana, e naquela sexta-feira, sem aviso, uma chuva forte começou justamente quando eu caminhava pela praça central da cidade. Para escapar da água, entrei rápido em uma pequena cafeteria perto dali.
Lá dentro, o lugar estava quase vazio, e só havia um jovem sentado, escrevendo algo com muita atenção. A princípio, mantive distância, mas percebi que ele também parecia sozinho e um pouco distraído pela tempestade.
Por curiosidade, olhei o que ele estava escrevendo: cartas antigas, escritas à mão, com passagens emocionantes sobre amor e lugares distantes. Perguntei se podia ler algumas, e ele sorriu sem jeito, dizendo que eram lembranças da avó dele.
Conversamos por horas enquanto a chuva não parava. Descobri que aquelas cartas guardavam histórias um pouco tristes, mas cheias de esperanças e sonhos que fizeram o jovem refletir sobre sua própria vida.
No final daquela tarde incomum, quando o sol apareceu de novo, ele me ofereceu uma das cartas para que eu guarde. Senti uma mistura de alegria e melancolia, como se aquele encontro fosse um momento único e passageiro, mas importante.
Depois, cada um seguiu seu caminho, sem promessas, mas com o sentimento de que algo especial aconteceu entre aquelas palavras e entre nós, na calmaria depois da tempestade.
Às vezes, penso naquela tarde e naquela carta como um lembrete de que o amor nem sempre é para sempre, mas pode ser belo no exato instante em que aparece.